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Os erros refrativos são corrigidos através da utilização de óculos com diferentes tipos de lentes graduadas, adaptadas a cada situação após o diagnóstico realizado pelo óptico. Existem várias opções para cada caso, pelo que é importante conhecer as características de cada uma para escolher a solução mais adequada, embora as necessidades visuais devam prevalecer sempre sobre a estética.
Os materiais são outro fator importante na escolha dos tipos de lentes graduadas, uma vez que são utilizados em função da graduação necessária e influenciam a capacidade de redução da espessura das lentes, quando requerida. De forma geral, as recomendações são as seguintes:
As pessoas com miopia têm dificuldade em ver objetos distantes, mas conseguem ver bem ao perto. Para corrigir este erro refrativo, utilizam-se lentes divergentes, que permitem um melhor foco da imagem na retina. Estas lentes caracterizam-se por serem mais espessas nas extremidades do que no centro.
Quando uma pessoa com miopia tem mais de duas dioptrias, ocorre um efeito visual de redução aparente do tamanho dos olhos. Nestes casos, recomenda-se a utilização de lentes mais finas (reduzidas), uma vez que, quanto maior for o índice de refração, mais vantajosa será esta solução.

A solução mais adequada para corrigir o astigmatismo baseia-se na utilização de lentes monofocais cilíndricas, côncavas ou convexas, dependendo da forma como a luz é projetada no olho.
São designadas como monofocais porque apresentam a mesma graduação em toda a superfície da lente, uma característica necessária para permitir uma visão nítida a qualquer distância. Isto acontece porque o astigmatismo provoca visão desfocada tanto ao perto como ao longe.
O astigmatismo surge devido a uma curvatura irregular da córnea, pelo que são utilizadas lentes cilíndricas adaptadas a essa condição. Além disso, é frequente optar por lentes reduzidas, contribuindo para uma melhor estética dos óculos.
Este erro refrativo caracteriza-se pela dificuldade em ver objetos próximos com nitidez, enquanto os objetos distantes são vistos com maior clareza, devido a uma córnea demasiado plana ou a um olho mais curto do que o normal.
Nestas situações, recomenda-se a utilização de lentes convergentes, que ajudam os raios luminosos a focarem corretamente na retina. É importante ter em conta que, quanto maior for a graduação, maior será a espessura das lentes. Por esse motivo, quando existem mais de duas dioptrias, é comum optar por lentes reduzidas para melhorar o resultado estético final. Nestes casos, pode ocorrer um efeito visual de olhos aparentemente maiores em pessoas com hipermetropia.
A idade é a principal causa da presbiopia, uma vez que as pessoas com mais de 40 anos começam a apresentar dificuldade em focar ao perto, afastando os objetos para conseguir vê-los com mais nitidez.
Para corrigir a presbiopia, utilizam-se frequentemente lentes progressivas, que permitem ver com nitidez ao longe, a distâncias intermédias e ao perto. Além disso, podem ser adaptadas a outros erros refrativos, como hipermetropia, miopia ou astigmatismo. Por esta razão, são consideradas uma das opções mais cómodas para quem tem presbiopia.
Também podem ser utilizadas lentes monofocais, que possuem apenas uma graduação. Neste caso, a pessoa com presbiopia utiliza os óculos apenas para tarefas de visão próxima, como ler ou trabalhar ao computador.
Os óculos ocupacionais são recomendados para proporcionar uma visão nítida entre aproximadamente 25 centímetros e 2 metros, sendo igualmente uma solução muito utilizada por pessoas com presbiopia para atividades específicas.
Os óculos bifocais, que possuem duas graduações distintas, estão atualmente em desuso, uma vez que são menos confortáveis e oferecem apenas duas zonas de visão diferenciadas.
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