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Os aparelhos auditivos intra-auriculares, que englobam os aparelhos auditivos conhecidos pelas siglas ITE/ITC/CIC/IIC, são dispositivos de auxílio auditivo que se alojam no interior do pavilhão auricular, fabricados à medida com base na anatomia de cada pessoa. Oferecem diferentes níveis de discrição e potência consoante o subtipo escolhido: desde o modelo completamente intracanal (CIC), praticamente invisível, até ao ITE de concha completa, mais visível, mas com maior capacidade tecnológica e de bateria.
—Luis Gimenez Warren, audioprotésico na Mais Optica.
A família dos aparelhos auditivos intra-auriculares é mais vasta do que parece à primeira vista. Sob esse nome convivem modelos que se introduzem profundamente no canal auditivo até se tornarem praticamente invisíveis, modelos que ocupam apenas a entrada do canal e modelos que preenchem a concha da orelha. O que todos têm em comum é que são fabricados à medida e se alojam no interior do canal auditivo, sem peças externas atrás da orelha.
Compreender as diferenças entre eles é o primeiro passo para saber se este formato responde ao que cada pessoa precisa.
O termo ITE, do inglês In-The-Ear, designa em sentido estrito o formato de concha completa ou meia concha, o maior da família, mas no uso quotidiano aplica-se a todos os modelos que se alojam dentro do ouvido, incluindo o ITC e o CIC. Aqui usá-lo-emos nesse sentido amplo.
O CIC, ou pelo seu nome em inglês Completely In Canal, introduz-se completamente dentro do canal auditivo. Do exterior, à distância normal de conversação, praticamente não se vê. No caso do IIC, Invisible In Canal, a inserção é ainda mais profunda e a invisibilidade, ainda maior. Se quiser saber mais sobre estes últimos, o nosso guia sobre aparelhos auditivos invisíveis desenvolve com mais detalhe as diferenças entre ambos os subtipos.
O seu principal argumento é estético, mas não o único. Por estar tão perto do tímpano, o som percorre menos distância e a perceção de naturalidade é elevada. A contrapartida é que as pilhas são mais pequenas, e a sua duração, menor, e que a conectividade sem fios está mais limitada pelas restrições de espaço.
O perfil de utilizador para o qual é mais adequado é aquele que apresenta uma perda auditiva ligeira a moderada, que apresenta uma boa destreza manual para a inserção e remoção diária do aparelho, e que tem como prioridade clara a discrição do mesmo.
O ITC, In The Canal, ocupa a entrada do canal auditivo e sobressai ligeiramente para a concha. É mais visível do que o CIC, mas essa diferença de tamanho permite-lhe alojar componentes maiores: pilhas de maior capacidade, botões acessíveis a partir do exterior e, em muitos modelos atuais, conectividade Bluetooth.
É o ponto de equilíbrio dentro da família intra-auricular. Suficientemente discreto para quem não quer nada atrás da orelha, com mais funcionalidades do que o CIC e com um manuseamento mais simples graças aos controlos externos. Para perdas auditivas que se aproximam do limite moderado, o ITC oferece mais margem de amplificação do que os modelos mais profundos.
O funcionamento é o mesmo que o de qualquer aparelho auditivo digital: um microfone capta o som do ambiente, um processador analisa-o e amplifica as frequências que a pessoa não perceciona bem, e um auricular devolve esse som ao canal auditivo. A diferença em relação aos modelos retroauriculares está em onde tudo isto acontece: no caso do ITE, dentro do ouvido, o que altera a experiência auditiva de várias formas.
Por estar o microfone na entrada do canal auditivo, ou dentro dele, o dispositivo aproveita a geometria natural do pavilhão auricular. Essa forma curva está otimizada para captar o som. O resultado é uma localização do som mais precisa e uma sensação de audição mais natural do que a oferecida por muitos modelos retroauriculares, especialmente em ambientes onde a pessoa já tem experiência prévia sem aparelho auditivo.
A escolha entre um formato ITE e um retroauricular não é apenas estética. Há diferenças funcionais que o audioprotesista deve avaliar em conjunto com o perfil de perda auditiva de cada pessoa:
| Característica | ITE | ITC | CIC |
|---|---|---|---|
| Posição | Dentro do canal / concha | Parcialmente dentro do canal | Profundamente no canal auditivo |
| Visibilidade | Baixa — Média consoante o subtipo | Média | Muito baixa |
| Potência máxima | Média (ligeira-moderada) | ||
| Fabrico | À medida (molde do canal) | ||
| Conectividade Bluetooth | Variável consoante o tipo | Maior em ITE/ITC | Limitada no CIC |
| Manuseamento diário | Variável consoante o tipo | Mais fácil de manusear do que os CIC | Requer maior destreza |
"As pessoas costumam chegar com uma ideia muito clara: quero o mais pequeno que houver. E eu compreendo. Mas a primeira coisa que faço é perguntar-lhes que situações lhes custam mais. Porque, às vezes, o mais pequeno não é o que melhor lhes vai funcionar na vida real." —Luis Gimenez Warren, audioprotesista na Mais Optica
Os argumentos a favor deste formato vão além da discrição. Há razões funcionais concretas que explicam por que muitos utilizadores o preferem:
Um resumo dos traços que definem esta família de dispositivos:
Felizmente, a saúde auditiva deixou de ocupar um segundo plano e hoje cuidamos dela ao mesmo nível que dedicamos aos nossos olhos. E as notícias são ainda melhores quando nos referimos às soluções inovadoras que já existem para melhorar a capacidade auditiva das pessoas. Sem dúvida, os aparelhos auditivos intra-auriculares são a opção mais completa, porque aliam eficácia, discrição e conforto. Na Mais Optica contamos com especialistas em audiologia que o aconselharão sobre o modelo que lhe proporciona mais benefícios, em função das suas dificuldades e condicionantes.
Os aparelhos auditivos intra-auriculares são dispositivos fabricados à medida, para que encaixem perfeitamente na anatomia do seu ouvido. São colocados dentro do ouvido externo, no canal auditivo. Solucionam perdas de audição de intensidade ligeira a moderada que podem ter origem em diferentes causas. Se é o seu caso ou tem dúvidas sobre a sua capacidade auditiva, marque uma consulta em qualquer um dos centros Mais Optica e um profissional encarregar-se-á de lhe dar respostas e soluções.
A ideia de usar um dispositivo praticamente invisível, como é o caso dos aparelhos auditivos intra-auriculares, é especialmente interessante porque lhe permite preservar a sua privacidade. De pequeno tamanho, estão disponíveis em diferentes cores para que se camuflem perfeitamente com o tom da sua pele.
Coloque-se nas mãos de profissionais que são referência no campo da saúde auditiva, como a equipa da Mais Optica. É conveniente que faça exames perante a menor dúvida. E é mesmo recomendável que faça controlos auditivos periódicos. Normalize estas revisões, tal como faz com as suas visitas para graduar a vista. Ouvir não é uma questão de volume, mas sim de perceção adequada e sem distorções dos sons. Por isso, o papel do especialista é insubstituível na hora de o ajudar na escolha dos seus aparelhos auditivos.
A qualidade auditiva incide de forma direta no seu bem-estar e na sua qualidade de vida, e são diversos os fatores que podem desembocar neste tipo de situações. Mas, com os aparelhos auditivos intra-auriculares é apenas uma questão de tempo até recuperar uma ótima capacidade de perceção dos sons.
Existem diferentes modelos de aparelhos auditivos intra-auriculares e só um especialista em audição pode explicar-lhe as diferenças. O aconselhamento personalizado é imprescindível na hora de adquirir aparelhos auditivos intra-auriculares, se realmente quer garantir que escolhe a melhor resposta para as suas necessidades. Tenha em conta que, além de serem concebidos para se ajustarem à anatomia do seu ouvido, também é importante que sejam configurados tendo em conta o seu défice auditivo.